Em final de novembro, síndicos e moradores estavam cheios de esperança: um novo ano de aproximava, os casos diminuindo e a vacinação – os mais velhos até na já na terceira dose – aumentando. Corta para janeiro de 2022: o número de casos explodindo nas grandes capitais, muita gente com covid-19 e com a H3N2 (nova cepa da influenza).
A boa notícia é que o número de mortos não acompanhou, nem de perto, o número de casos. A má notícia é que muita gente deixou de se cuidar – e a variante ômicron, mais contagiosa, se alastrou pelo país, em um pico de resultados positivos que já impacta a vida em condomínio.
“Os números não nos deixam mentir, É, sim, o momento de olhar com muito cuidado para os números da pandemia. O síndico profissional deve cuidar para que os seus condomínios sejam locais os mais seguros possíveis”, analisa Fabio Telles, síndico profissional e presidente da AMSSP.
Comunicação para os moradores de condomínio e a covid-19
Como não há nada de novo em se tratando de prevenção para a ômicron, é fundamental que os síndicos apostem em comunicação clara e direta para os moradores.
“Aqui temos recebido pedidos de síndicos, para reenviarmos materiais de comunicação para as áreas comuns dos condomínios”, relata Gláuber Goulart, síndico profissonal.
É importante que os síndicos sigam cobrando as boas práticas para evitar a infecção de covid, como:
Álcool em gel nas áreas comuns;
Marcação de piso para assegurar o distanciamento;
Uso do elevador de apenas uma família por vez;
Uso correto da máscara em áreas comuns.
“O uso de máscara está sendo algo muito difícil de cobrar, as pessoas estão usando cada vez menos, o que é muito perigoso. Já vi moradores que estavam positivados para covid, poucos dias depois na praia, jogando beach tenis e tomando cerveja, sem máscara. Está muito difícil”, assinala Marcos Geraldo
Ele conta que já emitiu multas para moradores que não querem usar a máscara nas áreas comuns.
“Os síndicos devem ser claros: o morador deve entender que se não usar máscara, será multado”, argumenta.
O sentimento de muitos síndicos, é que no momento atual, com muitas pessoas vacinadas, está mais difícil de controlar os moradores.
A pandemia tem sido uma aula de paciência para os síndicos, mas temos o dever se seguir trabalhando e informando os moradores.
Determinação do Estado de Minas Gerais
Na semana passada, o governo do Estado de São Paulo, recomendou a diminuição em 30% a capacidade de público em eventos esportivos, musicais, festas, e outras atividades que gerem aglomeração.
Para os síndicos que perceberem haver grandes aglomerações em áreas comuns, como salão de festa, churrasqueira e área gourmet, a recomendação pode ser uma saída para coibir esse tipo de situação.