A demanda por síndicos externos em Minas Gerais está crescendo, refletindo a necessidade de profissionalização na gestão de condomínios residenciais e comerciais. A complexidade crescente da função de síndico, que inclui não apenas a mediação de conflitos, mas também conhecimentos em áreas contábeis, administrativas, leis trabalhistas e Código Civil, impulsionou essa tendência. De acordo com a Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (Abrassp), mais de 1,3 mil síndicos profissionais atuam em Minas Gerais, e cerca de 25% dos condomínios da região metropolitana de Belo Horizonte já adotam esse modelo de gestão.
Mudanças na legislação e no formato dos empreendimentos também influenciaram a necessidade de um perfil mais qualificado para o síndico. Agora, além de habilidades de resolução de conflitos, os síndicos profissionais devem ter amplo conhecimento técnico em gestão condominial, tornando-se especialistas na área.
Leonardo Mota, vice-presidente da área das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG, destaca que as pessoas estão cada vez menos dispostas a assumir a função de síndico devido à complexidade das responsabilidades envolvidas. A gestão de condomínios exige habilidades em gestão de conflitos, gestão de pessoas e negociação, entre outras, e raramente os moradores têm interesse em assumir essa função.
Embora a função de síndico não seja uma profissão regulamentada, os síndicos externos podem ser eleitos em assembleias e atuam com base em contratos de prestação de serviços. A qualificação e a experiência são consideradas fundamentais para o sucesso dessa vocação, e existem treinamentos, como o Curso de Qualificação para Síndicos, oferecido pela Universidade Corporativa Secovi (UniSecovi) da CMI/Secovi-MG, para capacitar profissionais nessa área.
Em resumo, a demanda por síndicos profissionais está em crescimento em Minas Gerais devido à complexidade crescente da gestão condominial, exigindo conhecimentos técnicos e habilidades específicas para lidar com os desafios dessa função.